sábado, 15 de novembro de 2008

Absurdismo

Absurdismo ou filosofia do absurdo estabelece que os esfoços realizados pelos seres humanos para encontrar o significado no universo fracassarão finalmente por não existir tal significado (ao menos em relação ao Homem), caracterizando-se assim por seu ceticismo em torno aos princípios da existência.
Esta filosofía está relacionada ao existencialismo, ainda que não deve ser confundido com este, e é em parte um hipônimo de nihilista. Absurdismo como conceito tem suas raízes no século XIX com o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard. Já como sistema de crença ela nasceu do movimento existencialista quando o filósofo e escritor francês Albert Camus rompe essa linha filosófica e publica seu manuscrito O mito de Sísifo. As conseqüências da Segunda Guerra Mundial proporcionaram um ambiente social propício para as visões absurdistas, especialmente na devastada França, como as de Émile Michel Cioran.
Por que a vida é sem sentido?
A definição mais comum de "sentido" é ter alguma meta, algo (um objeto, ou simplesmente viver sua vida) precisa ter um propósito superior para justificá-la. Entretanto, para que este propósito superior tenha algum "sentido", então ela precisa ter um propósito ainda mais superior. Esta "cadeia de justificações" nunca chega a um fim, portanto nada pode ser considerado para ter um propósito final. Se eles não chegam a um fim, eles poderiam ainda não nos satisfazer. Por exemplo, para uma vaca saber que seus propósito superior é servir de comida para nós, provavelmente não a satisfaria.

Possibilidades

  • Suicídio é a solução para alguns porque ela parece uma reação racional para uma vida absurda; mas a maioria das pessoas tenta encontrar uma solução alternativa. Para Albert Camus suicídio não é a solução vantajosa, porque se a vida é realmente absurda, então o único caminho para ocupá-la é manter a reação interna para o absurdo ir. Deste modo, se a consciência não está viva, sua interação entre mente e absurdo não pode existir.
  • Uma solução é simplesmente rejeitar a definição; para em seu lugar definir "o sentido da vida é viver". Esta não é uma solução para o problema acima, mas sim um problema diferente.
  • Muitas pessoas aceitam que a vida é sem sentido mas não consideram isso um problema. Como acima, mesmo se um própósito final existisse, ele poderia não nos satisfazer. Ao invés, eles criam significado em suas próprias vidas, que não é o significado final mas provê algo para fazer. Eles podem também ignorar o problema.

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Absurdismo

Absurdo

O português absurdo é emprestimo erudito do século XVI ao adjetivo latino absurdus, "desagradável ao ouvido", e, por extensão, "incompriencível, absurdo", derivado do adjetivo latino surdus, "surdo". Sua substantivação na língua portuguesa é bastante antiga. (cf. Cicéron, De Oratore, III, 41)

Lógica
Na lógica, o absurdo é o conjunto de proposições que leva inevitavelmente a a uma negação de alguma das proposições anteriores que eram consideradas como verdadeiras. Exemplo: 1. A => negação de B, 2. B, 3. A Dado 3 e 1, se chega a "negação de B" que é a negação da proposição 2.

Literatura
Em literatura, o absurdo é uma técnica literária que consiste em introduzir elementos sem coerência em um marco lógico previsível, mas incompatível com o elemento novo. É uma característica recorrente no humor, desde Gila a Ramón Gómez de la Serna. Na literatura contemporânea destaca-se o valor existencialista que repercutiu com o chamado "Teatro do absurdo", ou a patafísica nos autores como Samuel Beckett ou Eugène Ionesco.

fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Absurdo

Reductio ad absurdum (wiki)

Foi proposta a fusão deste artigo ou secção com: Prova por contradição.
Reductio ad absurdum (forma latina para "redução ao absurdo", provavelmente originária do grego ἡ εις άτοπον απαγωγη (hi eis átopon apagogi), que significaria algo próximo a "redução ao impossível", expressão freqüentemente usada por Aristóteles), também conhecido como um argumento apagógico, reductio ad impossibile ou, ainda, prova por contradição, é um tipo de argumento lógico no qual alguém assume uma asserção para a causa de um argumento que deriva de uma conseqüência absurda ou ridícula, e então conclui que a suposição original deve estar errada, o que conduz a um resultado irracional. Se vale da lei de não-contradição: uma declaração não pode ser concomitantemente tanto verdadeira quanto falsa. Em alguns casos pode também fazer uso da lei do meio excludente: uma sentença não deve ser igualmente verdadeira e falsa.
Na lógica formal, reductio ad absurdum é usado quando uma contradição formal pode ser derivada de uma premissa, o que permite que alguém possa concluir que a premissa é falsa. Se uma contradição é derivada de uma série de premissas, isso mostra que pelo menos uma das premissas é falsa, mas outros meios devem ser utilizados para determinar qual delas.
Reductio ad absurdum também é usado muitas vezes para descrever um argumento no qual uma conclusão é derivada de uma crença a qual todos (ou pelo menos aqueles que argumentam contrariamente) aceitarão como falsa ou absurda. No entanto, essa é uma forma débil de redução, uma vez que a decisão de rejeitar a premissa requer que a conclusão seja aceita como absurda. Embora uma contradição formal é por definição absurda (inaceitável), um argumento reductio ad absurdum simplório pode ser rejeitado simplesmente aceitando propositadamente a conclusão absurda, pois ela por si própria deixará transparecer o seu teor paradoxal.
Há uma concepção errônea comum de que o reductio ad absurdum simplesmente denota um "argumento bobo" e é por si somente uma falácia lógica. Contudo, isso não é correto; uma redução ao absurdo apropriadamente estruturada constitui um argumento válido.

Demonstração por redução ao absurdo:

Quando o matemático constrói um sistema de números ou uma geometria, sem se perguntar antes o que é número ou vizinhança espacial (livre para refletir sobre isto posteriormente, numa teoria dos “fundamentos”), ele tem o direito de assim proceder, porque se fundamenta num corpo de verdades prévias (mesmo que ele as diferencie a seu modo), que são as próprias verdades lógicas. Mas quem pretende analisar estas últimas sistematicamente é obrigado a se apoiar em alguma coisa, mesmo que seja sobre a evidência do pensamento refletido. (Piaget, 1976 p. 2)
Não se sabe exatamente quando o elemento dedutivo foi introduzido na matemática.
Alguns historiadores sustentam os argumentos de Zeno de Elea como possível inspiração para a necessidade de um método racional que substituísse as receitas matemáticas.
Seja como for, a lógica matemática adota como regras fundamentais do pensamento o PRINCÍPIO DA NÃO-CONTRADIÇÃO (uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo) e o PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO (toda proposição ou é verdadeira ou é falsa, isto é, verifica-se sempre um desses casos e nunca um terceiro).
Assim, no que diz respeito à argumentação envolvida no processo de uma demonstração por redução ao absurdo, temos:
Para estabelecer a veracidade de uma proposição p, devemos assumir não p e, por um processo de dedução, estabelecemos que, para alguma proposição q, não p implica em q e não q.
Todavia, como qualquer que seja q, q e não q é falsa, isso significa que não(q e não q) é verdadeira.
Em outros termos, não(não p) é verdadeira, ou seja, p é verdadeira.